A Google está a expandir o Android Earthquake Alerts System de 98 para mais de 200 países e regiões. O sistema utiliza sensores presentes nos telemóveis Android para detetar possíveis sismos e enviar alertas aos utilizadores que possam ser afetados.
Portugal já está entre os países onde os alertas de sismos do Android estão disponíveis. Segundo a Google, o sistema já enviou mais de mil milhões de alertas desde o lançamento.
Como funcionam os alertas de sismos no Android?
A maioria dos telemóveis Android possui acelerómetros capazes de detetar movimentos. Quando vários dispositivos numa determinada zona identificam vibrações compatíveis com um sismo, enviam sinais e uma localização aproximada para os servidores da Google.
O sistema compara os dados recebidos de vários telemóveis para tentar determinar:
- se está a ocorrer um sismo;
- onde terá ocorrido;
- a magnitude estimada;
- e que utilizadores poderão sentir os tremores.
O objetivo é aproveitar a velocidade das comunicações móveis para, quando possível, avisar as pessoas alguns segundos antes de a agitação mais forte chegar.
Portugal tem alertas de sismos no Android?
Sim. Portugal aparece na lista oficial de países onde o Android Earthquake Alerts System está ativo. Os alertas estão normalmente ativados por predefinição nos dispositivos compatíveis.
Para verificar a opção no Android, o caminho pode variar ligeiramente conforme o fabricante, mas geralmente encontra-se em: Definições → Segurança e emergência → Alertas de sismos
A funcionalidade utiliza a localização aproximada do dispositivo para determinar se o utilizador está numa área que poderá ser afetada.
Existem três níveis de alerta
Com a atualização anunciada pela Google, o sistema passa a distinguir mais claramente três situações:
Be Aware — aviso de tremores ligeiros detetados nas proximidades.
Be Ready — alerta para agitação mais forte, indicando que o utilizador deve preparar-se.
Take Action — aviso em ecrã inteiro quando são esperados tremores moderados ou fortes, acompanhado de recomendações imediatas de segurança.
A Google também vai atualizar o alerta Be Ready com um mapa da zona afetada, magnitude estimada e orientações sobre o que fazer.
Nem todos os sismos vão gerar um alerta
O sistema não deve ser encarado como garantia de aviso antecipado. A própria Google alerta que:
- nem todos os sismos conseguem ser detetados;
- as estimativas de magnitude e intensidade podem conter erros;
- o aviso pode chegar antes, durante ou até depois do início dos tremores.
Os alertas são normalmente utilizados para sismos de magnitude 4,5 ou superior nas proximidades. Por isso, a tecnologia funciona como uma ferramenta adicional de aviso e não substitui os sistemas oficiais de proteção civil.
Google está também a usar IA para outras catástrofes
Os sismos fazem parte de uma estratégia mais ampla da Google para situações de emergência. A empresa afirma utilizar modelos de inteligência artificial para prever ou acompanhar cheias, ciclones e incêndios florestais.
No caso das cheias de rios, a tecnologia da Google pode fornecer previsões com até sete dias de antecedência em cerca de 150 países. Os sistemas meteorológicos WeatherNext podem prever ciclones até 15 dias antes, enquanto os mapas de incêndios são disponibilizados quase em tempo real em dezenas de países.
Em 2025, a Google diz ter encaminhado utilizadores para informações relacionadas com crises mais de 10 milhões de vezes por dia, em média.
A expansão dos alertas de sismos pretende agora levar o aviso antecipado a ainda mais utilizadores Android, incluindo regiões onde não existem redes extensas de sensores sísmicos.
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