Google anuncia Gemini 4 Carbon com acesso inicial limitado à cibersegurança

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Nelson Alfredo
Nelson Alfredo é editor de Tecnologia do EmFoco e Product Expert da Google. Escreve sobre tecnologia, produtos digitais e imigração, procurando transformar temas complexos em informação...
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A Google anunciou, a 28 de outubro, o Gemini 4 Carbon, um modelo de inteligência artificial orientado para programação, cibersegurança e tarefas de engenharia prolongadas. O acesso começa esta semana por um grupo restrito de profissionais de defesa digital, ainda sem data para a disponibilização geral.

No anúncio oficial, a empresa apresenta melhorias face ao Gemini 4 Argon, lançado duas semanas antes. A expansão a programadores, empresas e consumidores acontecerá após a recolha de avaliações e ajustes aos mecanismos de segurança.

O que muda face ao Gemini 4 Argon

O Carbon foi concebido para executar tarefas com várias etapas, mantendo o trabalho durante períodos prolongados. Segundo a Google, as equipas internas conseguiram utilizá-lo durante dias para identificar e corrigir erros em grandes bases de código.

Na apresentação dos resultados trimestrais da Alphabet, Sundar Pichai destacou também melhorias face ao Argon em desenvolvimento web, compreensão multimodal, trabalho com informação complexa e raciocínio científico. Estas comparações foram apresentadas pela própria empresa.

Resultados anunciados exigem contexto

De acordo com o anúncio, o Carbon alcançou 59 pontos e o primeiro lugar na versão 5.0 do Artificial Analysis Intelligence Index. A Google divulgou ainda os seguintes resultados em testes de cibersegurança:

  • SEC-bench Pro: 88,2%, na identificação de vulnerabilidades.
  • ExploitGym: 54,8%, na exploração de falhas.
  • CWE-bench: 71,0%, na correção de vulnerabilidades.

A empresa esclarece que estes testes externos foram executados sem os mecanismos de proteção ativos. Os valores descrevem o desempenho nas condições dessas avaliações; não demonstram que o modelo encontrará ou corrigirá todas as falhas num sistema real.

Nos testes internos de geração de código seguro, a Google refere uma taxa de sucesso superior ao dobro da registada pelo Argon.

Quanto vai custar e quem poderá utilizar

O preço inicial anunciado é de 2 dólares por milhão de tokens de entrada e 10 dólares por milhão de tokens de saída. Os tokens de entrada em cache terão um desconto de 95%.

Após o período introdutório, os preços passam para 4 e 20 dólares, respetivamente. A Google não indicou quando termina essa fase.

O acesso será alargado progressivamente a parceiros de confiança através do Fairwind Program. Para os restantes utilizadores, o ponto principal continua a ser a disponibilidade: o Carbon foi anunciado, mas ainda não tem uma data de acesso geral.

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Nelson Alfredo é editor de Tecnologia do EmFoco e Product Expert da Google. Escreve sobre tecnologia, produtos digitais e imigração, procurando transformar temas complexos em informação clara, prática e rigorosa para os leitores. Acompanha particularmente a evolução dos serviços digitais, das plataformas tecnológicas e de temas relacionados com mobilidade e imigração.
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