Google DeepMind cria marca de água para identificar proteínas concebidas por IA

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Nelson Alfredo
Nelson Alfredo é editor de Tecnologia do EmFoco e Product Expert da Google. Com experiência em desenvolvimento web, produtos digitais e temas relacionados com imigração, dedica-se...
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A Google DeepMind apresentou a SynthID Bio, uma tecnologia que permite inserir uma marca de água impercetível e verificável em proteínas concebidas por inteligência artificial, sem alterar a sua função biológica.

A marca pode ser aplicada de duas formas: na sequência de aminoácidos usada para criar uma proteína ou nas coordenadas de uma estrutura tridimensional prevista por IA. Segundo a empresa, os métodos foram desenvolvidos para tornar esses desenhos identificáveis sem comprometer o seu desempenho nos testes realizados.

Testes compararam proteínas com e sem marca de água

Em testes laboratoriais realizados com diferentes proteínas-alvo, os desenhos marcados apresentaram um desempenho equivalente ao das versões sem marca de água, segundo a informação divulgada pela Google DeepMind. A empresa afirma ainda que os resultados preservaram a diversidade natural observada nos desenhos não marcados.

Entre os exemplos apresentados está uma proteína de ligação ao VEGF-A, cuja estrutura prevista mostra o sinal da marca de água através de diferentes cores associadas a cada aminoácido. As comparações de afinidade de ligação foram feitas em três alvos, utilizando a medida KD, em que valores mais baixos correspondem a ligações mais fortes.

A investigação inclui também o alvo identificado como 7PPA. Para este caso, são apresentados lado a lado a estrutura prevista pelo AF3, a estrutura de referência e a estrutura com a marca de água integrada.

De acordo com a Google DeepMind, a SynthID Bio foi concebida para acrescentar uma camada de proveniência aos desenhos biológicos gerados por IA. A tecnologia pretende apoiar a biosegurança e preservar a integridade de bases de dados científicas abertas, sem comprometer o funcionamento das proteínas.

Porque pode ser útil saber a origem?

Uma marca verificável poderá ajudar quem analisa pedidos de síntese biológica a reconhecer desenhos provenientes de modelos de IA com mecanismos de segurança. Poderá também ajudar as bases de dados científicas a distinguir dados sintéticos de dados que não foram gerados por IA. São aplicações possíveis apontadas pela Google DeepMind, não uma garantia de que a marca resolva, por si só, problemas de biossegurança.

A empresa reconhece que ainda precisa de melhorar a resistência da marca a alterações deliberadas e anunciou a publicação dos métodos e dos dados da investigação para permitir mais estudos.

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Nelson Alfredo é editor de Tecnologia do EmFoco e Product Expert da Google. Com experiência em desenvolvimento web, produtos digitais e temas relacionados com imigração, dedica-se a transformar assuntos complexos em informação clara, prática, rigorosa e acessível aos leitores.
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