Um consumidor afirma que comprou um MacBook Pro no site da Fnac por 2.081,65 euros, a 31 de maio de 2026, e que, quatro meses depois, ainda não recebeu o portátil. O caso, relatado no Reddit, levanta uma dúvida para quem enfrenta atrasos semelhantes: que opções existem quando a loja não consegue indicar uma nova data de entrega?
Segundo o relato, a página do produto apresentava inicialmente uma previsão de quatro a nove semanas. Depois da compra, foi indicada a data de 5 de agosto para a entrega, mas o equipamento não chegou. O cliente diz ter contactado repetidamente a Fnac e recebido como resposta que o fornecedor ainda não comunicou uma data para disponibilizar novas unidades.
O comprador não pretende, para já, receber o dinheiro de volta. Afirma que aproveitou uma promoção e que o mesmo portátil custa agora cerca de 600 euros mais. Diz também que o equipamento lhe faz falta e que não quer continuar à espera sem uma previsão.
O que pode fazer quem não recebe uma encomenda?
O artigo 11.º do Decreto-Lei n.º 84/2021 prevê que, quando um bem não é entregue na data acordada, o consumidor pode solicitar ao vendedor a entrega num prazo adicional adequado às circunstâncias. Se a entrega também não ocorrer nesse prazo, pode resolver o contrato. A lei prevê situações específicas em que a resolução pode ser imediata, nomeadamente quando a data de entrega era essencial nas condições legalmente previstas.
Para quem ainda quer receber o produto, um passo útil é comunicar por escrito à loja que pretende a entrega e pedir uma resposta concreta sobre o prazo. Convém guardar a confirmação da encomenda, a data inicialmente indicada, os comprovativos de pagamento e todas as mensagens trocadas. O consumidor também pode apresentar uma reclamação no Livro de Reclamações Eletrónico.
No Reddit, o comprador pergunta se pode adquirir o portátil diretamente à Apple e exigir que a Fnac lhe pague a diferença de preço. Comprar outro portátil não obriga, por si só, a Fnac a suportar essa diferença. Para pedir uma indemnização, seria necessário avaliar o contrato e demonstrar os prejuízos causados pelo atraso. Antes de avançar com a compra, o consumidor pode procurar aconselhamento jurídico ou apoio de uma entidade de defesa do consumidor.
Até à publicação deste artigo, a situação é conhecida apenas através do relato do comprador. O EmFoco não teve acesso aos documentos da encomenda nem a uma posição da Fnac sobre este caso.